10 estratégias no tratamento da queda de cabelo

tratamento queda cabelo

Este é um tema que é razão de queixa de muitas mulheres! Mas é preciso compreender que a queda de cabelo é normal! 10% do nosso cabelo está em fase de queda (fase de telogénese) pelo que o que não é normal é não ter queda de cabelo. Antes de te explicar quais as 10 estratégias no tratamento da queda de cabelo, é importante explicar que se tens menos densidade capilar do que tinhas, menos cabelo, mais fraco, com zonas onde o couro cabeludo fica mais visível (quando antes não) é importante veres esta questão com um dermatologista, em consulta de cabelo, pois pode ser sinal de uma doença tão frequente como a alopécia androgenética, ou outra (há dezenas de doenças de cabelo). Que 10 estratégias podes ter no tratamento da queda de cabelo?

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1. Couro cabeludo saudável e limpo

Um dos pontos importantes no tratamento da queda de cabelo é teres a certeza de que o teu couro cabeludo está saudável e limpo. A acumulação de oleosidade e descamação no couro cabeludo não é benéfica e pode ser responsável por uma maior queda de cabelo. Se for necessário, deves fazer lavagens diárias (tal como eu faço). Para isso recomendo um champô de frequência, como por exemplo o Hexaphane frequência, que deixa o cabelo muito bonito e solto e ainda tem um componente, a piroctona olamina, que evita processos descamativos. Este tipo de champô deve ser usado por exemplo 3 x por semana, intercalando com outros adequados ao teu tipo de cabelo. Podes ver neste artigo as sugestões de vários champôs por tipo de cabelo e neste artigo a forma correta de fazer a lavagem do cabelo. Mas não esqueças, couro cabeludo limpo é sinal de mais saúde capilar. Caso tenhas feito exercício físico deves lavar o cabelo, mesmo que isso signifique fazeres 2 lavagens diárias. NOTA: A Loja Zero está com um preço muito interessante neste champô e eu tenho um código para ti, BEAUTYST, que dá um desconto adicional de 5% em todos os artigos desta plataforma até 30 de Abril.

2. Alimentação

É fundamental fazeres uma boa alimentação que inclui proteínas e vitaminas. Há inúmeros casos de queda de cabelo que se verificam por má nutrição. O tratamento da queda de cabelo tem de enquadrar uma boa alimentação! Podes ver aqui mais informação sobre este tema. A dieta deve ter um conteúdo nutricional de elevada densidade e o mais natural possível. A alimentação deve ser rica em: frutas, particularmente frutos silvestres, legumes, vegetais de folha verde escura, leguminosas (feijões e lentilhas), frutos secos e sementes (nozes, amêndoas, castanha do brasil, linhaça, sésamo…), salmão, atum, sardinha, cavala, ovo, queijos de baixo teor de gordura, cereais integrais (arroz, quinoa, gérmen de trigo, aveia …) e água. A queda e falta de cabelo de causa carencial é muito mais frequente em mulheres que fazem dietas com restrição de carne, de vegetais e sempre que há grande perda de peso em pouco tempo.

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3. Níveis no sangue a ter em conta

As mulheres com queda recorrente e alopécia androgenética têm um nível médio de ferritina (proteína produzida pelo fígado e responsável pelo armazenamento de ferro no organismo) no sangue inferior ao da população em geral. Esta carência é maior em mulheres pré-menopausa. Embora as mulheres com queda recorrente melhorem ligeiramente com suplementação de ferro, esta melhoria não é importante nem diferente da observada na população em geral. Este valor médio mais baixo dos níveis de ferritina não se verifica em homens com queda de cabelo. Na avaliação da queda de cabelo pode fazer parte a deteção de níveis de ferritina, vitamina D e zinco e quando forem muito baixos devem ser suplementados. No meu caso, costumo ter os níveis de vitamina D um pouco em baixo, e suplemento todo o ano, por indicação médica. Mas isto deve ser avaliado com o médico! A auto-medicação pode ser nefasta para a tua saúde!

4. Níveis de stress

O stress é sem dúvida um dos fatores a teres em conta quando falamos de queda de cabelo. Hoje em dia sabemos que o cortisol (“hormona do stress”) impacta negativamente o cabelo, podendo fazer aumentar a queda de cabelo. Uma das estratégias que podes adotar (e que eu pratico!) é fazeres exercício físico. O exercício não só ajuda a oxigenar os folículos capilares, fornecendo elementos essenciais ao mesmo, como ainda regula os níveis de stress, o que leva a uma menor queda capilar. O exercício físico tem ainda como benefício oxigenar as células da pele, para uma pele mais bonita e saudável. Este ponto tem feito uma diferença enorme no meu cabelo. Podes ver aqui o programa de exercício físico que tenho feito nesta fase de quarentena.

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5. Suplementos capilares

Nem todas as pessoas precisam de fazer suplementos capilares! Deve ser algo discutido no âmbito de uma consulta de cabelo, caso tenhas dúvidas. O principal fator que deve ser tido em consideração na escolha de um suplemento alimentar é a qualidade da fórmula para que se obtenham bons resultados. A fórmula do suplemento alimentar deverá conter ingredientes que atuem na produção da fibra capilar de forma a estimular o crescimento do cabelo e a fortificá-lo. Os principais ingredientes reconhecidos para esta função são a cistina, a vitamina B5, B6, B8 e o zinco. Contudo, existem outros ingredientes com ações mais específicas que podem ser interessantes em função da causa da queda de cabelo como por exemplo o ferro no caso de carências em ferro (avaliar com o médico!), ou o zinco ou a Serenoa repens reconhecidos por uma ação inibidora da 5 alfa-redutase, uma enzima profundamente implicada na queda capilar na alopécia androgenética. Gosto muito do Ecophane pó. Mais recentemente também comecei a utilizar o suplemento Cystiphane indicado em situações de alopécia androgenética. Já falei sobre este tema aqui e aqui. Um suplemento de que também gosto muito é o Phytophanere, falei da minha experiência aqui.

6. Tratamentos do couro cabeludo

Já falei sobre cuidados de couro cabeludo várias vezes e o facto de serem tão importantes é que vários são os médicos que os recomendam para o cuidado semanal do cabelo. Estes produtos tonificam os vasos sanguíneos e bulbo piloso, purificam e normalizam o couro cabeludo e reequilibram o fluxo de sebo. Têm assim uma ação revitalizante e estimulante do couro cabeludo. Falo por exemplo do Complexe 5 da René Furterer e do Phytopolléine da Phyto, de que já falei neste artigo sobre os meus 10 produtos favoritos de cabelo de 2019. Ambos têm um cheiro intenso dada a elevada concentração de óleos essenciais. No caso do Complexe 5 pode surgir uma sensação de calor que é devida à ativação da microcirculação. Estes produtos não devem ser usados na gravidez e amamentação uma vez que não foram testados nessas circunstâncias, nem devem ser usados na véspera ou dia de uma coloração ou descoloração. O Complexe 5 contém óleo essencial de laranja e óleo essencial de lavanda. O Phytopolléine contém óleos essenciais de cajepute, limão, alecrim, salva e cipreste e ainda óleo de gérmen de milho. Ambos têm como tempo de pose recomendado 20 minutos e utilização 1 a 2 vezes por semana. Eu faço este tipo de tratamento 2 vezes por semana.

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7. Escovar o cabelo e o couro cabeludo

Quem tem queda de cabelo muitas vezes pensa que é preferível não o escovar para não ter mais queda. Mas esta questão é completamente falsa, pois os cabelos que se desprendem já iriam cair de qualquer forma (pois já estavam em fase de telogénese – fase de queda). O mesmo se verifica em relação à lavagem do cabelo. É um mito acharmos que se lavamos menos o cabelo iremos ter menos queda. O cabelo irá cair de qualquer forma. Assim lavar e escovar o cabelo são gestos essenciais para facilitar o desprendimento dos cabelos que já entraram em fase de queda. Escovar o cabelo permite estimular mecanicamente a microcirculação, irrigando o bulbo piloso. Eu escovo o cabelo várias vezes por dia (5 a 6). Para quem me pergunta sobre escovas de cabelo, gosto das Wet Brush, das Tangle Teezer – há para cabelo fino – e as de madeira da Tek. Eu tenho esta escova Tek e uso um pente também da Tek para pentear o cabelo quando está molhado.

8. Produtos anti-queda

É muito importante explicar que loções e produtos anti-queda (não os champôs, pois estes não têm propriamente um efeito sobre a queda, estando indicados para obter um melhor efeito cosmético, por exemplo como mais volume) não atuam para “prender” os cabelos ao couro cabeludo! Eles atuam sobre os cabelos que estão em fase de crescimento, prolongando ao máximo a duração da fase de anagénese (fase de crescimento), atrasando dessa forma a chegada à fase de queda (fase de telogénese). É muito importante perceber as fases de crescimento no tratamento da queda de cabelo. Muito resumidamente, o cabelo passa por três fases: anagénese (de crescimento ativo, em que existe uma divisão celular intensa, e que dura entre 4 a 5 anos – 85 a 90% dos nossos cabelos estão nesta fase); catagénese (fase de paragem de crescimento, em que existe paragem da divisão celular, com uma duração de 3 a 4 semanas – 1% dos nossos cabelos está nesta fase) e por fim a fase de telogénese (em que há queda dos fios, é uma fase que dura de 2 a 4 meses e 10 a 15% dos cabelos pode estar nesta fase). Uma opção para prolongar a fase de anagénese é por exemplo o tratamento Triphasic Progressiv da René Furterer (2 x por semana no 1º mês e 1 vez por semana nos 2 meses seguintes) ou o Cuidado Anti-queda Global Novathrix da Phyto (usa-se 3 x por semana durante 3 meses).

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9. Tração capilar

A alopécia por tração afeta inúmeras mulheres que usam várias formas de penteado traumático por um período prolongado de tempo. O risco é aumentado pela extensão da tração e pela duração, bem como pela utilização de relaxamentos químicos. Acredita-se que o uso frequente que rabos de cavalo apertados, fixação de tranças ou extensões de cabelo e tranças apertadas sejam os penteados de maior risco. A alopécia de tração pode evoluir para uma alopécia irreversível, se o penteado traumático continuar sem intervenção apropriada. Uma pista para o diagnóstico é a preservação da linha frontal do cabelo, em oposição à sua perda. Exames como a dermatoscopia pode ser útil no diagnóstico e pode detetar a tração contínua. Os exames feitos pelos dermatologistas especialistas nestas áreas, podem distinguir uma alopécia de tração de uma areata ou androgenética. É por isso muito importante saber-se que este tipo de práticas pode fazer com que haja uma perda de cabelo irreversível.

10. Alopécia androgenética

É muito importante referir que há uma percentagem muito elevada de mulheres que apresenta alopécia androgenética, como eu. Esta doença não é mais do que a comum calvície, e afeta não só homens como mulheres, embora em percentagens diferentes e com padrões também diferentes. O tratamento da queda de cabelo deve ter em conta isto: quando há dúvidas deve despistar-se uma doença. As boas notícias é que é possível melhorar e muito o aspeto de uma alopécia, e fazer despontar fios de cabelo onde já não existiam (ou não estavam visíveis a olho nu). Medicamentos como a finasterida, dutasterida, espironolactona, minoxidil (tópico e oral) podem ser usados de diversas formas e combinações para proporcionar mais fios de cabelo. Podes ver aqui o exemplo do meu tratamento. Esta é uma questão que deverá ser sempre avaliada com o dermatologista especialista em cabelo. Como sugestão, deixo o nome destes três dermatologistas especialistas em cabelo no nosso país: Dr. Rui Oliveira Soares em Lisboa, o Dr. David Serra em Coimbra e Aveiro e a Dra. Filipa Ventura no Porto (se necessário o Dr. Rui está a fazer Teleconsulta através do Hospital Cuf Descobertas e a Dra. Filipa através da Clínica Epidermis).

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Espero que esta informação tenha sido útil e te permita olhar para a queda de cabelo com outros olhos e outra esperança!

Fotografia: Márcia Soares

Nota: As fotografias usadas neste artigo foram tiradas no âmbito de um tratamento que tenho estado a experimentar com a Cláudia Piloto e de que já falei aqui.

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6 comentários

  1. Ana Monteiro diz:

    Olá Joana,

    Gostaria de lhe colocar uma dúvida relativamente ao uso do Complexe 5 da RF, costuma utilizá-lo em simultâneo com o seu tratamento com o Minoxidil tópico?

    Bjs 🙂

    1. Joana Alvares diz:

      Olá Ana! Faço sim! Mas nunca na mesma altura do dia. Até porque cada produto se usa de forma diferente. O Complexe 5 é um produto pré-champô, ou seja, aplica-se no couro cabeludo e deixa-se atuar antes da lavagem. Depois do tempo de pose lava-se o cabelo. No caso do minoxidil tópico aplico todas as noites. Por isso, a resposta é sim, mas faço em alturas diferentes. Produtos como o Complexe 5 ou o Phytopolléine uso no máximo 2 x por semana (de manhã, antes da lavagem). Um beijinho! Joana

  2. Joana Cruz diz:

    Olá Joana, parabéns pelo blogue. Quando fala em gérmen de trigo para benefício da alopécia androgénica, podem ser as cápsulas de óleo de gérmen de trigo? Muito obrigada, beijinho e excelente trabalho!

    1. Joana Alvares diz:

      Olá Joana! Eu compro em pó, recomendado pela nutricionista, no Celeiro. Não sei dizer se em cápsulas será o mesmo… Grande beijinho! 😉

  3. João diz:

    Olá Joana.
    Tenho 28 anos e este assunto do cabelo – somente a aterradora perspectiva de o perder – tem-me dado muuuuuitas dores de cabeça. Por enquanto perdi um pouco na região das têmporas, mas como o tenho encaracolado – mais afro do que caucasiano – tenho receio de com o avançar da idade não conseguir escapar ao tipo de corte pente 1. Uau… :/
    Usei finesterida durante uns meses mas não consegui desapegar-me dos terroríficos relatos de disfunção sexual permanente que se apanham por essa net fora. Senti alguma diferença mas admito que pudesse ter sido induzido pelo psicológico.
    Usei depois minoxidil loção mas achei pouco conveniente por ser de difícil aplicação e deixar o cabelo pegajoso. Tive esperança de conseguir em comprimidos mas a médica que me seguiu disse que em Portugal ainda não estava disponível. Ora.. reparei que o teu tratamento contempla a toma de 1 mg de minoxidil oral. 😀 Podes dizer-me como o conseguiste?
    Muitos parabéns pelo site, tenho a certeza que muitas pessoas se sentem ajudadas e inspiradas pelo teu exemplo. Um grande beijinho e toda a sorte.

    1. Joana Alvares diz:

      Olá João, antes de mais muito obrigada pelo teu feedback! Sim, o minoxidil oral foi prescrito pelo meu dermatologista, Dr. Rui Oliveira Soares, que faz consulta de cabelo. Em Portugal este medicamento tem de ser manipulado e o médico faz uma prescrição específica nesse sentido bem como indica qual a dosagem mais adequada ao nosso caso particular. Há várias opções terapêuticas, não só o minoxidil e a finasterida. Quanto à finasterida compreendo perfeitamente o que dizes quando referes “admito que pudesse ter sido induzido pelo psicológico”. A finasterida tem sofrido bastante com “fake news” e má fama disseminadas pela internet, principalmente por empresas que tentam vender outras opções (não eficazes) para a calvície, infelizmente. Isto é conhecido no meio da comunidade científica. Qualquer questão dispõe. Um beijinho!

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