Finasterida tópica e o seu uso na alopécia

finasterida alopecia

Recentemente em Portugal (e no mundo) começou a utilizar-se a finasterida tópica no tratamento da alopécia androgenética. O tema alopécia, doença da qual sofro, já foi abordado por mim diversas vezes neste site com apoio médico especializado. Uma vez que poderá ser uma alternativa para casos concretos, o dermatologia Dr. Rui Oliveira Soares esclarece neste artigo em que situações é que a finasterida tópica faz sentido no tratamento da alopécia.

Alguns artigos onde falo sobre alopécia (e também sobre o uso de finasterida)

Estes são apenas alguns dos artigos onde já abordei este tema. Para mais artigos basta pesquisar por “alopécia” na homepage deste site.

  • Queda de cabelo excessiva ou alopécia, como superei? – aqui
  • Alopécia feminina, há só uma? Que tipos existem – aqui
  • Micro transplante capilar e nova terapêutica para a alopécia – aqui
  • Alopécia fibrosante frontal: o que é e como tratar – aqui
  • Alopécia: tratamentos complementares como mesoterapia, PRP e outros – aqui
  • Um tema que poderá interessar: Covid e o impacto no cabelo (em vídeo) – aqui
A nova apresentação: finasterida tópica para a alopécia

Dr. Rui Oliveira Soares: Durante o último ano tem surgido em vários países do mundo o uso da finasterida tópica. É mais um importante avanço na área da tricologia, especialmente para pacientes com alopécia androgenética. A principal característica é que não altera níveis hormonais no sangue. Importa dizer que o estudo de eficácia envolveu apenas homens e só na faixa etária entre os 18 e 50 anos.

Porquê esta forma de aplicar se temos finasterida oral para a alopécia?

Para 3 tipos de pacientes:

  • Pacientes com efeitos adversos, que felizmente são muito raros (fraqueza, perda de libido, disfunção sexual)
  • Pacientes com efeitos nocebo (o fator psicológico determina um efeito adverso para cujo surgimento estamos muito atentos – o efeito nocebo é um efeito adverso que se sabe previamente que pode acontecer e que surge por sugestão, especialmente se a psique puder influenciar o dito efeito como por exemplo a disfunção sexual)
  • Pacientes “Google”: leram na internet sobre efeitos adversos e não querem tomar o medicamento (é importante esclarecer que a prescrição médica é feita em segurança e o acompanhamento médico é fundamental)

A minha experiência em cerca de 300 pacientes, quase todos homens, mas algumas mulheres também, mesmo fora da faixa etária acima referida, é boa. Os pacientes melhoram, provavelmente um pouco menos que com finasterida e/ou dutasterida por via oral.

finasterida alopecia
Quais podem ser os nichos de uso para além dos 3 acima referidos da finasterida tópica na alopécia?

Estes podem ser nichos futuros da utilização da finasterida tópica na alopécia:

  • Adolescentes com alopécia androgenética, com barba ainda não formada, que por esse motivo não devem tomar finasterida oral
  • Homens acima de 50 anos, já que a finasterida oral invalida o teste PSA (teste para rastreio do cancro da próstata) e provoca mais efeitos adversos
  • Mulheres com alopécia androgenética, especialmente as que tenham uma contra-indicação absoluta para a toma de anti-andrógenos (salienta-se que a finasterida não está aprovada para a alopécia androgenética feminina, embora seja usada em todo o mundo para este fim pelos dermatologistas) – mulher que tenha tido um tumor hormonodependente e em que o oncologista assim decida

A finasterida tópica combina muito bem com minoxidil oral 0,5 a 1,5mg em mulheres e 2,5 a 5mg em homens.

Como se utiliza a finasterida tópica na alopécia?

Aplica-se diariamente no couro cabeludo. Caso o paciente esteja a fazer minoxidil tópico, um deve ser colocado de manhã e o outro à noite. E porquê: porque se se aplicarem ambos um dilui o outro. A concentração não será a terapêutica. E porque não há estudos que suportem a eficácia em aplicação conjunta.

Este é um medicamento sujeito a receita médica. Por isso mesmo os pacientes não devem utilizar medicamentos ou fazer tratamento para a alopécia androgenética sem uma avaliação médica individual.

Dr. Rui Oliveira Soares, dermatologista

 

No meu caso não fará sentido trocar ou utilizar finasterida tópica, uma vez que faço finasterida por via oral, com eficácia e boa tolerabilidade. Acho sempre interessante conhecer as novidades nesta área e o uso da finasterida tópica na alopécia é relativamente recente!

 

Fotografia: Márcia Soares

 

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4 comentários

  1. Alexandra Figueiredo diz:

    Obrigada pela partilha desde artigo. Excelentes notícias. É bom saber que existe a versão finasterida tópica, com resultados – mesmo que sejam um pouco menores quando comparados com a finasterida oral. O uso da finasterida oral apresenta potenciais efeitos adversos (à semelhança da maioria dos medicamentos ) e com a solução tópica a taxa de absorção a nível sistémico acaba por ser residual.

    1. Joana Alvares diz:

      Olá Alexandra! Estas opções são sempre para discutir com o médico. Existem cada vez mais opções para a alopécia androgenética bem como combinações de medicamentos e ajustes na terapêutica / dosagens que podem fazer bastante diferença no tratamento da alopécia. Um beijinho! Joana

  2. João diz:

    Joana, se me permites, qual é a marca que usas para o Minoxidil? Há no mercado Biorga e Tricovivax, a diferença de preço é enorme, o que deixa que pensar.

    1. Joana Alvares diz:

      Olá João, uma vez que se trata de um medicamento deves questionar o médico que prescreveu sobre a marca que o mesmo aconselha. Um beijinho, Joana

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