Cosmética capilar, pela Dra. Filipa Osório, dermatologista

cosmética capilar

Sei que os temas relacionados com cabelo são muito apreciados no meu site. Procuro sempre trazer informação fidedigna e isso é possível também graças ao apoio de médicos dermatologistas e de outras especialidades, referência nas áreas em que trabalham. Recentemente, no 8º Curso de Cirurgia e Cosmética Dermatológica (Coimbra, 2022) a Dra. Filipa Osório, dermatologista na Clínica de Dermatologia Profª. Sofia Magina (Porto) e no Hospital da Luz (Arrábida e Póvoa de Varzim), abordou o tema Cosmética capilar, que certamente terá interesse para quem segue este projeto. Neste artigo a Dra. Filipa Osório aborda uma série de temáticas relacionadas com a Cosmética capilar com o objetivo de orientar a tomada de decisão de uma forma cientificamente mais fundamentada.

O que é a Tricologia? E a cosmética capilar?

A Tricologia é o ramo da Dermatologia que se dedica ao estudo do cabelo. Na consulta de Tricologia (ou consulta do cabelo) é tão importante perceber a queda do cabelo em si (principal motivo pelo qual os doentes recorrem a esta consulta), como orientar o doente no âmbito da cosmética capilar. Mas de que estamos a falar quando nos referimos a cosmética capilar? Os cosméticos capilares são preparações destinadas ao contacto com o cabelo e o couro cabeludo, com o objetivo de limpar, promover a atratividade, alterar a aparência, e/ou proteger ambos, mantendo-os em boas condições.

Neste artigo, que preparei com base numa apresentação realizada por mim no 8º Curso de Cirurgia e Cosmética Dermatológica (Coimbra, 2022), vou falar sobre temas como champôs (sem sal, sem sulfatos, no poo, co-washing, champôs para a dermatite seborreica, champô seco), condicionadores, produtos sem silicone, cronograma capilar, fontes de calor, proteção solar, tintas capilares e descoloração (incluindo tintas sem amoníaco), alisamentos e botox capilar. Espero que este artigo permita a tomada de boas decisões no âmbito da cosmética capilar ou, pelo menos, decisões cientificamente mais fundamentadas.

Champôs sem sal?

Nos champôs, o sal (cloreto de sódio) atua como espessante. Tendo havido a perceção de que a água do mar estragava o efeito dos alisamentos, surgiram os champôs sem sal. No entanto, atendendo à baixa concentração de sal nos champôs, ao reduzido tempo de contacto destes com o cabelo e à baixa frequência de lavagem capilar que os consumidores com alisamentos permanentes praticam, o sal não terá praticamente efeito nos alisamentos.

Champôs sem sulfatos?

Os sulfatos são tensioativos (surfactantes) aniónicos que atuam como agentes de limpeza. São exemplos Sodium Lauryl Sulfate, Ammonium Lauryl Sulfate, Sodium Laureth Sulfate e Ammonium Laureth Sulfate. São eficazes na remoção da sujidade e do sebo, mas podem ser demasiado fortes, tornando-se irritantes para o couro cabeludo e ressecando excessivamente os fios de cabelo. Assim sendo, a Academia Americana de Dermatologia recomenda o uso de champôs sem sulfatos em situações como rosácea, dermatite de contacto, ou pele sensível. Também se deve ponderar evitar sulfatos se se tiver cabelos secos, finos, ou com frizz (porque os champôs com sulfatos aumentam a tendência ao frizz). De referir que os sulfatos apesar de potencialmente irritantes, não são tóxicos ou carcinogénicos nas doses habitualmente utilizadas. Low poo refere-se precisamente à lavagem dos cabelos com champôs sem sulfatos.

Joana Álvares: Falei sobre champôs sem sulfatos aqui 

No poo

No poo refere-se à lavagem do cabelo com bicarbonato de sódio e vinagre de maçã ou apenas com água. Não há evidência científica de que o bicarbonato de sódio possa suavizar o cabelo ou restaurar o brilho como os adeptos desta técnica advogam. O no poo pode mesmo danificar o cabelo (causando danos na cutícula, quebra e frizz) e provocar dermatite irritativa, uma vez que o bicarbonato de sódio tem um pH alcalino, por oposição ao pH da pele (5,5) e do cabelo (3,67). Por outro lado, o no poo não parece proporcionar uma limpeza adequada do couro cabeludo.

Co-Washing

Os adeptos de co-washing lavam o cabelo com condicionador (produtos co-wash). Esta técnica pode não fazer uma lavagem adequada e por isso recomenda-se a utilização de champô com sulfatos pelo menos uma vez a cada 15 dias para evitar acumulação de sujidade ou sebo.

Champôs para tratamento da dermatite seborreica ou caspa

Estes champôs têm um pH alcalino, ressecando o cabelo. A aplicação de um condicionador de baixo pH (ácido) pode restaurar a carga elétrica e minimizar o frizz e a falta de elasticidade e de brilho.

Joana Álvares: Falei sobre caspa e sugestões de champôs aqui 

Champô seco

O chamado champô seco usa álcoois ou ingredientes ativos à base de amido para absorver os óleos e o suor do cabelo, fazendo com que o cabelo pareça menos oleoso. Mas, de facto, não serve para limpar, apenas disfarçando a sujidade. Pode irritar e ressecar o couro cabeludo, levando a prurido e dermatite seborreica (caspa), e causar foliculites por oclusão. Resseca o cabelo, tornando-o mais vulnerável a danos causados pelo calor. Recomenda-se, por isso, não usar champô seco por mais de 2 dias consecutivos. Não havendo evidência de que cause diretamente a queda de cabelo, a má saúde de um couro cabeludo sujo pode provocá-la. Não há risco conhecido de cancro por champôs secos que contêm talco (que pode conter amianto), mas a American Cancer Society Trusted Source desaconselha a sua utilização.

Condicionadores

Os condicionadores depositam ativos na superfície da haste capilar como aminoácidos ou proteínas hidrolisadas, óleos de plantas e silicones.

De referir que a queratina (proteína) contida nestes produtos não é capaz de restaurar as proteínas perdidas, por exemplo na sequência de uma descoloração ou de um alisamento, como por vezes o marketing associado à venda deste tipo de produtos nos quer fazer acreditar.

Quanto aos óleos de plantas, o óleo de coco parece reduzir a perda de proteínas naturais da haste capilar, mas não o óleo de argão. Os óleos são em regra menos eficazes do que os silicones enquanto condicionadores. Desaconselha-se a aplicação de óleo virgem diretamente no cabelo porque pode desencadear emaranhamento (plica polonica).

Os silicones protegem o cabelo revestindo a haste com películas finas que se espalham facilmente. Podem dar volume, proteger de danos químicos e ambientais, melhorar a hidrofobicidade e o brilho do cabelo e atuar como protetores térmicos. Os silicones com carga positiva são os que melhor se depositam em cabelos quimicamente tratados.

Champôs e condicionadores sem silicone?

Os defensores deste tipo de produtos alegam que o silicone pode acumular-se, resultando em cabelo seco e sem brilho. Isto é genericamente verdade mas há vários tipos de silicone. Há aqueles que são mais leves, solúveis em água e por isso facilmente laváveis (ciclometicone) e há os mais grossos, mais difíceis de remover e que podem efetivamente deixar o cabelo pesado (dimeticone, amodimeticone). Os silicones insolúveis em água não devem ser usados pelos adeptos do co-washing porque existe risco de acumulação de resíduos.

De realçar que o silicone não é tóxico nem carcinogénico, ele apenas afeta a aparência do cabelo. Se se sentir o cabelo pesado, deve ponderar-se usar apenas uma pequena quantidade de produto com silicone ou reduzir o número de aplicações por semana.

Cronograma capilar

Trata-se de um esquema de tratamento empírico do cabelo, visando fios hidratados, alinhados e sem frizz. Consiste em utilizar 3 tipos de máscaras (condicionadores) para o cabelo de forma a hidratá-lo, nutri-lo e reconstruí-lo: máscaras de hidratação (contendo glicerina, pantenol, aloé vera, extratos vegetais de frutas e plantas, mel, aveia, derivados de açúcar e álcoois gordos), máscaras de nutrição (óleos de coco, argão, abacate e outros, fórmulas ricas em manteigas de karité ou cacau), máscaras de reconstrução (queratina, creatina, arginina, cisteína, ceramidas, colagénio e aminoácidos). A ordem de aplicação (2 a 3 x por semana) varia consoante o tipo de cabelo e os procedimentos a que é sujeito.

Joana Álvares: Falei sobre cronograma capilar aqui 

Fontes de calor

O fio de cabelo é composto por 3 camadas, do exterior para o interior: cutícula, córtex e medula. Os secadores tipicamente utilizam temperaturas até 100° C, podendo danificar a cutícula. As pranchas devem ser usadas abaixo de 190° C limitando o número de passagens. Acima dos 190°, há quebra das ligações dissulfeto entre aminoácidos de cisteína (S-S) no córtex. A utilização de um protetor de calor pode ajudar a reduzir os danos.

cosmética capilar

Proteção solar

Na pele, o FPS ou SPF (fator de proteção solar) quantifica a dose de radiação UVB necessária para provocar eritema (vermelhidão) na pele em que foi aplicado protetor solar, em comparação com a pele não protegida. O cabelo não exibe eritema e por isso as metodologias oficiais estabelecidas para os protetores solares não são aplicáveis aos produtos capilares.

Ao nível do cabelo, o sol pode causar desidratação, perda de densidade, de resistência e de elasticidade, perda de brilho, adelgaçamento e/ou alteração da coloração.

Os produtos cosméticos fotoprotetores, capazes de revestir e proteger a haste capilar, incluem ingredientes como filtros orgânicos (benzofenonas, octildimetil p-dimetilaminobenzoato, salicilato de etilhexilo), compostos quaternários (cloreto de cinamidopropiltrimónio, tosilato de dimetilpabamidopropil laurdimónio), silicones (trimetilsiloxissilicato e propil-fenil silsesquioxano), antioxidantes (polifenóis, extratos de alcachofra (Cynara scolymus L.), de arroz (Oryza sativa L.), de romã (Punica granatum L.) ou de madressilva (Lonicera japonica Thunb)).

De referir também a necessidade de proteção solar do couro cabeludo de doentes com alopécia, por forma a evitar a queimadura solar do mesmo.

Joana Álvares: Falei sobre proteção solar e cabelo aqui

Tintas capilares

As tintas capilares mais comuns classificam-se em temporárias, semi-permanentes e permanentes. As tintas temporárias ficam aderidas à cutícula da haste capilar. A cor desaparece uma vez que são facilmente removíveis com água. As tintas semi-permanentes penetram a cutícula e são eliminadas após cerca de 10 lavagens. As tintas permanentes têm maior poder de cobertura de brancos e maior durabilidade, penetrando até ao córtex em meio oxidante alcalino (p.e., amoníaco).

Descoloração

O objetivo é clarear a cor natural do cabelo, variando o nome consoante a técnica: madeixas, nuances, balayage, ombré, californianas… Ocorre na faixa de pH alcalino de 8 a 10 (sendo o PH do cabelo naturalmente ácido como referi anteriormente). O amoníaco, necessário para aumentar o pH, remove o lípido natural da cutícula, o ácido 18-metil eicosanóico, que confere hidrofobicidade à fibra. Quanto mais claro o tom, maiores os níveis de amoníaco e peróxido de hidrogénio necessários. A descoloração leva ao levantamento de escamas da cutícula e à perda de proteínas, danificando o cabelo. Alguns dermatologistas recomendam que doentes com alopécia ou cabelos sensíveis evitem as descolorações. Na minha opinião, doentes com alopécia devem evitar a descoloração dos cabelos a menos de 2-3 cm da raiz, sobretudo em casos não tratados, com risco de perda definitiva. Da mesma forma que as descolorações devem ser evitadas em casos de doentes com cabelo extremamente danificado, sob pena de ressecamento adicional e quebra dos fios.

Tintas sem amoníaco

O amoníaco, usado também nas colorações permanentes, ajuda a abrir as cutículas para que o colorante seja depositado no córtex. As tintas sem amoníaco usam monoetanolamina (MEA) como alternativa, sendo a MEA derivada do amoníaco. As pequenas quantidades de amoníaco em muitas tintas capilares à base de amoníaco não são tóxicas, embora possam causar dermatite de contacto do couro cabeludo ou dano da haste capilar. Não há atualmente estudos comparativos entre tintas com ou sem amoníaco que permitam fazer uma recomendação em favor de um ou outro tipo.

Tintas capilares: efeitos laterais

As tintas capilares podem causar alergia na pele conhecida como dermatite de contacto. A parafenilenodiamina (PPD) é o sensibilizador de contacto mais comum. De referir que apenas cerca de 57% dos pacientes alérgicos ao PPD são capazes de tolerar o sulfato de paratoluenodiamina (PTDS) como substituto do PPD nas chamadas tintas hipo-alergénicas.

Alguns estudos demonstram que a utilização de tintas capilares pode estar associada a um aumento do risco de cancro, nomeadamente de cancros hormono-sensíveis (mama, ovário). A ser verdade, os cabeleireiros são a classe que apresenta maior risco. O Comité Científico de Segurança do Consumidor da Comissão Europeia recomenda uma concentração máxima de 2% de PPD nas tintas capilares.

Outra questão polémica é a da necessidade de evicção das tintas capilares em grávidas. É possível que haja um risco aumentado de puberdade precoce, obesidade, malformações cardíacas, ou neoplasias nos filhos.

Joana Álvares: Falei sobre cabelos brancos aqui 

Alisamentos

A forma de alisamento mais popular hoje em dia em Portugal e na Europa é o alisamento brasileiro de queratina (ou escova progressiva). São usadas substâncias libertadoras de formaldeído, como o etilenoglicol e o ácido glioxílico. A prancha é aplicada a uma temperatura de 230° 15 a 20 vezes no mesmo fio de cabelo. Há quebra das ligações de hidrogénio e o calor favorece a ação do formaldeído no estabelecimento de ligações entre a queratina aplicada e a queratina capilar natural, possibilitando o alisamento, que dura cerca de 2-3 meses. Não existe evidência científica de que a queratina seja benéfica para o cabelo. Pelo contrário, a utilização de libertadores de formaldeído pode ser prejudicial, como veremos mais à frente.

O alisamento japonês, com tioglicolato de amónio, é uma alternativa para mulheres com cabelos mais encaracolados, que dura cerca 3 a 6 meses, mais eficaz mas também mais nocivo, quebrando as ligações dissulfeto (S-S) entre cisteínas de moléculas de queratina vizinhas.

Os relaxantes hidróxido, como o hidróxido de sódio (lixívia) e hidróxido de guanidina (sem lixívia) quebram as ligações S-S removendo um átomo de enxofre. São os mais permanentes e eficazes, sendo usados por mulheres com cabelo muito encaracolado, p.e. mulheres de ascendência africana, mas são também os mais prejudiciais.

Neste momento, cresce o número de métodos de alisamento disponíveis (taninos, ácido lático, …), cada um deles alegando que é mais natural e benéfico do que o anterior. Mas convém lembrar que o alisamento é um procedimento químico que altera a estrutura do cabelo e que por isso será sempre de alguma forma nocivo para o mesmo.

Alisamentos: efeitos laterais

Mulheres sujeitas a alisamentos sucessivos são mais propensas a afinamento e enfraquecimento do cabelo, perda de cabelo, dermatite seborreica, cabelos crespos e pontas duplas.

O formaldeído, libertado durante o alisamento brasileiro de queratina e também noutros tipos de alisamento, é responsável por dermatite de contacto e lesões psoriasiformes, ao nível da pele, e por irritação ocular, lacrimejo e visão turva. Pode causar asfixia. Trata-se ainda de um possível carcinogénio ao nível do trato respiratório, do sistema nervoso central e em cancros hormono-sensíveis (mama, ovário, útero).

Botox capilar

Por alguns considerado uma forma de alisamento, pretende na verdade ser um tratamento de condicionamento profundo que reveste as fibras capilares com um preenchimento, como a queratina, com vista a um cabelo mais cheio, liso, macio e brilhante. Não contém toxina botulínica, sendo o nome baseado em como a toxina funciona, induzindo relaxamento. Não causa alisamento, no entanto os caracóis podem parecer esticados ou escorridos se a fórmula for muito grossa e oleosa para o cabelo. Os efeitos devem durar 2 a 4 meses. Os ingredientes e a técnica de aplicação diferem consoante o produto, sendo impossível avaliar os prós e contras porque a fórmula (e os seus efeitos) podem variar muito.

Conclusão

Se o cabelo está seco, quebra e fica eriçado com facilidade, deve procurar-se ajuda especializada, nomeadamente junto do dermatologista ou de um dermatologista subespecializado em tricologia. Enquanto não se for observado em consulta, devem evitar-se as descolorações, os alisamentos, as fontes de calor excessivamente quentes ou outros procedimentos que possam ser demasiado nocivos para o cabelo.

E, para finalizar, respondo a uma questão que me colocam frequentemente em consulta: “Doutora, posso pintar ou fazer madeixas?”

Sendo ambos procedimentos que vão causar algum grau de dano, é preferível pintar num tom o mais próximo possível do tom natural do que fazer uma descoloração (madeixas, nuances). Entre os diferentes tipos de descoloração, é preferível fazer balayage (que não envolve geralmente descoloração das raízes) do que fazer as madeixas clássicas que envolvem descoloração da raiz.

Dra. Filipa Osório, dermatologista

 

O aspeto do nosso cabelo é reflexo de saúde mas também das práticas a que o sujeitamos. As agressões levam a um cabelo danificado, mais seco, com mais frizz, partido e com um aspeto pouco saudável. Bons hábitos capilares podem e devem ser discutidos em consulta de cabelo com o dermatologista. A Dra. Filipa Osório é uma referência nesta área e é um gosto poder contar com a sua experiência neste artigo sobre Cosmética capilar.

 

Fotografia: Márcia Soares

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