Higiene Íntima ISDIN e como fazer a correta higiene genital?

Higiene Íntima ISDIN

#Artigo escrito em parceria com a ISDIN. Disclaimer: embora este artigo seja uma parceria, ele contém apenas as minhas opiniões sinceras sobre este tema. Todas as parcerias são pensadas por forma a serem informativas e úteis, e acima de tudo, com marcas e produtos com os quais eu me identifico. Exatamente há um ano publiquei este artigo sobre higiene íntima que gerou muito interesse por quem o leu e achei interessante trazer, desta vez, algo que considero bastante útil: as orientações sobre higiene e zona íntima, tendo por base a Revisão dos Consensos em Infeções Vulvovaginais da Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG) e as Recomendações para o Diagnóstico e Tratamento das Vaginites. O que precisamos de saber sobre higiene e zona íntima e como fazer a correta higiene genital feminina?

A importância da orientação para a correta higiene íntima feminina

Considerando a constante desinformação em relação à higiene genital feminina, a Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG) percebeu a necessidade de oferecer orientações pertinentes sobre higiene íntima feminina fundamentadas na investigação científica. Elaborou, por meio de um grupo de especialistas, um guia de condutas que não tem a pretensão de achar que as orientações estarão sempre indicadas indiscriminadamente, mas sim que poderá servir de guia. Por isso achei extremamente interessante fazer um resumo destas orientações neste artigo.

A higiene íntima feminina define-se como o conjunto de práticas de asseio da região anogenital da mulher, para mantê-la livre de humidade e resíduos (urina, fezes, fluidos). Compreende o uso de produtos cujas propriedades deverão contribuir para o bem-estar, conforto, segurança e saúde da mulher, prevenindo as infeções.

Como fazer uma correta higiene íntima?

Higiene Íntima ISDIN

Vários fatores extrínsecos podem interferir com o bem-estar genital feminino. A atividade sexual, tipo de alimentação, vestuário, estado hormonal, emocional e hábitos de higiene são fatores reconhecidos como importantes para o bem-estar e, em certos casos, podem causar vários distúrbios nos genitais. É importante que as mulheres conheçam a sua própria anatomia. Para isso, com um espelho, devemos analisar com detalhe a região genital. Na região interna da vagina não está aconselhada a introdução de produtos de higiene, exceto sob prescrição médica, e as zonas a lavar devem ser o monte púbico (a região logo acima dos orgãos sexuais), a pele da vulva, a raiz das coxas, a região perianal e o interior dos grandes e dos pequenos lábios. A manutenção da função de barreira da vulva, através dos cuidados de higiene e hábitos adequados, previne infeções de todo o trato genital, pois são estruturas contínuas e integradas.

pH e higiene íntima

O pH da vulva é inferior em relação a outras partes do corpo em aproximadamente uma unidade, o que tem repercussões na flora microbiana e na seleção dos produtos de higiene. A manutenção do pH ácido nesta região é fundamental na prevenção e controlo de doenças, pelo que a sua alteração, pela oclusão e uso de produtos alcalinos, facilita o aparecimento de algumas doenças de pele. Apesar de haver uma variação significativa a nível étnico e geográfico, bem como ao longo da vida da mulher, o pH médio varia entre 3,8 e 5,0. Mas existem variações do pH vaginal ao longo da vida. Na recém-nascida o pH varia entre 4 e 5, na infância o pH situa-se nos 7, na puberdade entre os 5 e 7, em idade fértil entre 4 e 5, na gravidez entre 3,5 e 4,5 e na menopausa volta a subir para entre 6 e 7.

Produtos de higiene íntima, o que devemos saber?

Os produtos de higiene íntima não têm a finalidade de “esterilizar” a região, que é normalmente colonizada por bactérias importantes, mas sim de garantir a eliminação de resíduos, de secreções e cumprir as seguintes propriedades:

  • compatibilidade com a pele das mucosas
  • não irritar nem secar
  • não alterar o manto lipídico (função de barreira)
  • manter o pH ligeiramente ácido
  • ter uma ação refrescante e desodorizante e uma viscosidade adequada

A água apenas não é eficaz na remoção de partículas sólidas e menos ainda na remoção de gordura, pelo que é necessário usar um produto de higiene íntima adequado. Por outro lado, é importante referir que produtos com muita detergência (algo desejado pela maioria das mulheres), pode remover excessivamente a camada lipídica que protege a pele. Desta forma, promove secura vulvar, com aparecimento de prurido. É importante escolher produtos com detergência suave, que formem pouca espuma e que por isso afetem menos a barreira cutânea. Os sabonetes alcalinos não são indicados porque tornam as condições da região hostis à multiplicação dos lactobacilos. Os produtos em barra não são uma boa opção pois além de serem muito abrasivos, são normalmente partilhados pela família, o que facilita a contaminação.

Produtos de higiene íntima líquidos

Vários produtos de higiene íntima líquidos são produtos à base de ácido láctico, por este ser um componente natural da pele, e diferem entre si pelos vários excipientes associados. Existem muitos compostos presentes nos produtos de higiene íntima líquidos, sendo os mais importantes:

  • Ácido láctico
  • Glicerina
  • Sais de ácidos gordos, que retiram a sujidade da pele e controlam o pH

A sua principal função é manter o pH mais próximo do ideal para o desenvolvimento e manutenção das células da pele. Os produtos específicos para a higiene íntima feminina são recomendados apenas para uso da genitália externa e não são indicados para fazer lavagens vaginais. Também não são indicados para tratar infeções ou inflamações genitais. Assim, recomendam-se produtos hipoalergénicos e que proporcionam uma adstringência suave.

Como fazer a correta higiene íntima? Qual a técnica certa?

A vulva, a região púbica, a região perianal e a raiz das coxas deverão ser higienizadas com água corrente e com produtos de higiene íntima, fazendo movimentos que evitem trazer o conteúdo perianal para a região vulvar e que atinjam todas as dobras sem exceção. Devem incluir-se na higiene íntima os sulcos interlabiais (entre os pequenos e grandes lábios) e o clítoris. Não se recomenda a introdução de água e / ou outros produtos no interior da vagina (lavagens vaginais). Devem secar-se cuidadosamente as áreas lavadas com uma toalha seca e limpa. A lavagem genital deverá dar preferência ao uso de água corrente, para favorecer a remoção mecânica das secreções. Não devem ser utilizados sprays, perfumes, talcos, ou lenços humedecidos.

12 questões importantes a saber sobre higiene e zona íntima

Resumi nestas 12 questões as orientações dadas pela Sociedade Portuguesa de Ginecologia nos dois documentos que referi:

  1. Qual deve ser a frequência diária de higienização? Uma a três vezes ao dia, dependendo do clima, atividade física e/ou doenças associadas.
  2. Que tipo de produto deve ser usado? Preferencialmente, produtos apropriados para a higiene anogenital que sejam hipoalergénicos, com adstringência suave e pH ácido, variando entre 4,2 a 5,6.
  3. Qual a forma de apresentação adequada num produto de higiene íntima? Preferencialmente, produtos de formulação líquida, pois os produtos sólidos, além de mais abrasivos, geralmente apresentam pH muito alto (alcalino). Não deve ser usado o vulgar “sabão azul e branco”.
  4. Qual o tempo de higienização? O tempo de higiene genital não deve ser superior a dois a três minutos, para evitar a secagem excessiva local.
  5. E sobre a hidratação? A última etapa da higiene é geralmente a mais negligenciada: a hidratação. Especialmente após a menopausa, em que a pele se encontra mais seca, devem ser usadas fórmulas não oleosas, as quais devem ser aplicadas apenas nas regiões de pele. As peles secas deverão ser hidratadas, assim como se faz nas restantes áreas do corpo. Os hidratantes deverão ser em gel ou cremes vaginais de base aquosa e com pH ácido e compatíveis com a mucosa vaginal. Podem conter glicóis e ácido láctico.
  6. E sobre o uso de penso higiénico diário? O uso sistemático do penso higiénico diário não é recomendado. Nas mulheres com excesso de transpiração ou incontinência urinária, é importante manter o ambiente genital seco recorrendo ao uso de pensos higiénicos respiráveis (sem película plástica) ou outro vestuário absorvente adequado. Deve recomendar-se o recurso a roupa interior extra disponível quando necessário.
  7. Que produtos devemos usar na lavagem da roupa interior? Devem usar-se detergentes sem corantes, enzimas ou perfumes. A roupa interior e aquela que entrar em contacto com a vulva deve ser enxaguada exaustivamente, para remoção de resíduos químicos.
  8. E sobre o vestuário recomendável para a zona íntima, a prática de exercício físico e os fatos de banho molhados? É recomendável o uso de roupas que favoreçam a ventilação local, trocar a roupa íntima diariamente e evitar roupas demasiado apertadas. Os fatos de banho molhados e o vestuário após o exercício físico devem ser trocados o mais rapidamente possível. A higiene dos genitais deve ser feita logo após terminar a atividade física, para evitar que o suor e outras secreções irritem a pele da vulva. A maceração de células mortas desprendidas nesta região, especialmente em mulheres com excesso de peso e que acumulam muita transpiração, contribui para o aumento do número das bactérias que colonizam a pele e para a formação de odores desagradáveis.
  9. E quanto à atividade sexual? Nos casos em que existe secura e irritação durante o ato sexual, deve ser recomendado o uso de um lubrificante sem substâncias químicas que possam irritar a pele da vulva / vagina. Pode ser necessário utilizar preservativo para evitar o contacto do esperma com os genitais, diminuindo o ardor e irritação após a relação sexual. Após as relações sexuais, deve lavar-se a área genital externa com água e um produto de higiene íntima. Não se recomendam as lavagens vaginais.
  10. Como fazer a higiene no período perimenstrual e menstrual? Nesta fase, a higiene deverá ser mais frequente, para aumentar a remoção mecânica dos resíduos e melhorar a ventilação genital, com consequente redução da humidade prolongada. O sangue menstrual, a maior produção de secreção sebácea, sudorípara e glandular e o uso prolongado de pensos higiénicos com película plástica externa são fatores agravantes da irritação vulvar. Os pensos higiénicos desodorizantes não devem ser utilizados. Os tampões podem ser utilizados com segurança, desde que mudados com frequência.
  11. Como fazer a higiene íntima depois da menopausa? Devido à menor espessura do epitélio, recomenda-se lavar, no máximo, duas vezes por dia, usando produtos com pH próximo ao fisiológico para evitar maior secura e consequente prurido.
  12. Como fazer a higiene íntima na infância? Deve ser feita a higiene diária com banho diário e após a defecação (no caso de ainda se usar fralda ou em crianças pequenas). Além do uso de um produto lavante líquido, é fundamental secar, cuidadosamente, a região anogenital.
As 3 soluções ISDIN para a zona íntima que estou a usar

Isdin Woman

Inicialmente a minha experiência com a ISDIN aconteceu pois perguntei, há já mais de um ano, nas minhas redes sociais, qual o produto de higiene íntima que as minhas seguidoras usavam e a maioria das respostas referia ISDIN. Por este motivo fiquei com bastante curiosidade nesta solução, comecei a usar o Higiene Íntima da ISDIN e não o larguei mais. De facto, nessa altura, pretendia mudar de produto de higiene e isto acontecia por vários motivos. Não estava propriamente insatisfeita com o produto que tinha mas era muito pouco prático: tinha de se agitar antes de usar, não tinha pump doseador e a embalagem era extremamente difícil de abrir.

Aspetos importantes a reter sobre o Higiene Íntima da ISDIN

Higiene Íntima ISDIN

Este é um gel de lavagem íntima extremamente suave para uso diário, que proporciona hidratação, neutralização dos odores, alívio do prurido e prevenção da proliferação bacteriana. No Higiene Íntima da ISDIN encontramos os seguintes ingredientes:

  • Bioecolia: um prebiótico que fortalece a flora e protege contra agressões microbiológicas
  • Ácido láctico: respeita o pH fisiológico e a flora vaginal
  • Betaína: hidrata e ajuda a prevenir a secura
  • e uma Tecnologia neutralizadora de odores: incluída na fragrância suave que captura as moléculas causadoras dos maus odores

Suave para a mucosa, possui um pH fisiológico de 5,5 e foi testado ginecologicamente e dermatologicamente. É um produto muito fácil de usar durante o duche, vem numa embalagem de 200 ml com doseador, tem um aroma bastante suave e uma textura extra fluida e transparente. É muito fácil de aplicar e enxaguar e deixa uma sensação de hidratação na zona íntima. Fiquei mesmo fã da sensação de limpeza suave e da hidratação que proporciona.

Como se utiliza? Aplicar 1 a 2 vezes ao dia e enxaguar abundantemente (testado em mulheres adultas, com mais de 18 anos)

Onde comprar: em farmácias e parafarmácias ou online, por exemplo aqui.

O que precisamos de saber sobre o Hidratante Íntimo Vulvar da ISDIN?

Hidratante Íntimo Vulvar ISDIN

Quando existem queixas de secura, irritação, sensações de desconforto, prurido ou desidratação da zona íntima, está na hora de pensar em usar um hidratante íntimo que cumpra o que foi atrás referido. Este hidratante é um creme ultra fluido com um ótimo espalhamento, rico em ácido hialurónico que proporciona uma hidratação prolongada. Além disso reforça a função barreira do epitélio vulvar e ajuda a proteger contra as agressões que irritam, numa fórmula testada ginecologicamente, sem aroma, fácil de espalhar e bastante hidratante.

Como usar: De manhã e à noite e para uso externo. Não indicado para uso vaginal.

Onde comprar: em farmácias e parafarmácias ou online, por exemplo aqui.

 

A ISDIN tem ainda no seu portefólio de produtos para a zona íntima o Lubrificante ISDIN Woman, sobre o qual falei aqui com todo o pormenor. Nesse mesmo artigo mostrei também os 3 tipos de lubrificantes íntimos que existem e como escolher um lubrificante.

WOMAN ISDIN Lubrificante, dispositivo médico. Leia atentamente as instruções de utilização constantes da rotulagem e do folheto informativo. Advertências: Não aplicar em feridas. Não ingerir. Não usar em caso de alergia a qualquer componente do WOMAN ISDIN Lubrificante. Se tiver quaisquer reações adversas, interrompa a utilização e consulte o seu médico. Indicado para as mulheres da idade fértil à pós menopausa. Pode usar-se em conjunto com a terapêutica hormonal de substituição. Evitar o contacto com os olhos. Manter fora do alcance das crianças. Consulte o seu médico se estiver a aplicar outro tratamento na mucosa vaginal: a sua interação com outros tratamentos não foi testada.

 

Adorei fazer pesquisa para este artigo, descobri muitas recomendações e pormenores sobre higiene íntima que são realmente muito úteis e devem estar acessíveis a todas as mulheres! Quanto às soluções da ISDIN, mantenho-as sempre por perto. Sou fã assumida da gama ISDIN Woman que ainda tem o melhor creme refirmante de corpo que jamais usei (este).

 

Fotografia: Márcia Soares

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