Herbes Folles: ervas daninhas em cosmética?

Herbes Folles

Quando conheci o conceito da marca Herbes Folles sabia que um dia iria certamente falar desta marca aqui no site Beautyst.pt, onde tenho mostrado projetos nacionais na área da beleza e dos cuidados com a pele e cabelo (e que tenho mostrado aqui). A Mariana Santos, fundadora da marca, utiliza nos produtos Herbes Folles, ervas daninhas, dando-lhes toda a atenção! As mesmas desempenham um papel importante na natureza e são fonte de antioxidantes e nutrientes. O packaging da marca, tão singular e bonito, feito de vidro e papel encerra produtos vegan e cruelty free. Marca certificada pela NATRUE é também membro da 1% for the Planet e apoia a ONG The Lemon Tree Trust. Hoje a Mariana conta-nos os bastidores da marca Herbes Folles!

Em que altura e porquê começou o processo criativo para a Herbes Folles?

Após uma estadia de 5 anos na Bélgica, decidi voltar para Portugal. Tinha acabado de ser mãe, e comecei a estudar dois universos que sempre me apaixonaram: o herbalismo e a cosmética natural. Apercebi-me então que muitas das ervas a que chamamos “daninhas” são na verdade plantas úteis e medicinais. Tudo começou aí!

Ser mãe mudou muita coisa em mim, e fez-me querer criar algo meu, de raiz. Tinha algum dinheiro de parte, e decidi investi-lo nesta ideia.

Herbes Folles

Porquê o nome Herbes Folles?

“Herbes Folles” é uma expressão francesa, pela qual eu me apaixonei desde a primeira vez que a ouvi: ervas loucas, para dizer as plantas que crescem livres e espontâneas! Achei extremamente poético, e apesar de ter duvidado muito devido à dificuldade em soletrar o nome (para nós portugueses, por exemplo), acabei por decidir que assim seria.

Quem é a Mariana? Qual tem sido o teu trajeto profissional?

A Mariana é mulher, mãe, cheia de paixões e de inseguranças. Tenho muita curiosidade por muitas coisas diferentes, e isso refletiu-se no meu percurso de estudante e profissional: estudei várias coisas sem nunca me conseguir decidir verdadeiramente por nenhuma, e a maior parte dos meus trabalhos assalariados eram meramente alimentares.

Como referi, ser mãe mudou muito a minha maneira de ver a vida e a mim mesma, e foi graças a esse grande acontecimento que comecei a levar as coisas de forma diferente. Essa mudança talvez possa ser resumida em três palavras: persistência, ambição e legado.

A Herbes Folles é o teu projeto a tempo inteiro?

De momento trabalho também num projeto educativo em Colares, a tempo parcial.

Que propostas apresentas com a tua marca?

Olhar a natureza de forma diferente! Não há ervas boas nem más (“daninhas”), e todas as plantas merecem um enorme respeito da nossa parte.

Também proponho ver a beleza e os seus rituais como algo simples: acredito mesmo na simplicidade e consistência.

Qual o best seller Herbes Folles? E quais os teus favoritos e dicas para a sua utilização?

A Névoa é o nosso best seller. Eu acredito na eficácia de poucos produtos, por isso é-me difícil ter um favorito – acho que cada um desempenha funções muito específicas:

  • o Mimo é um ótimo hidratante labial e da zona ocular
  • o Diáfano é ótimo para o cabelo e um excelente produto de limpeza
  • e adoro a Névoa como hidratante

Talvez este último seja de facto o meu preferido! Uma forma divertida de a aplicar é directamente na esponja de maquilhagem, para melhor espalhar a base e dar um brilho mais saudável à pele.

Herbes Folles

Herbes Folles

Foi difícil lançar a marca? Conta-me um pouco sobre o processo.

O processo de lançar a Herbes Folles envolveu muita pesquisa tanto a nível das fórmulas como dos fornecedores. Para mim a sustentabilidade é mesmo muito importante, e acho que isso se reflete nas escolhas dos detalhes. Uma vez que não sou responsável pela produção (e que confio totalmente no laboratório que subcontratei), toda essa parte ficou excluída das minhas preocupações. Acho que em Portugal talvez seja o mais complicado, toda a parte das burocracias e licenciamentos.

Eu confesso que sou uma pessoa que adora inícios – para mim o difícil é mesmo a persistência e a continuidade. Assim sendo, é o trabalho de manter a marca no tempo, ainda para mais estando sozinha, o mais trabalhoso.

A que cliente se destina a Herbes Folles?

À mulher que procura soluções simples, hidratantes e nutritivas para a pele, e para quem é importante a sustentabilidade ambiental e social. Há pouco tempo, em conversa com uma mulher, ela dizia-me “(cosmética) natural sim, mas com glamour” – para além de ter achado muita piada a esta frase, acho que a Herbes Folles se encaixa mesmo bem aí: natural, mas com glamour.

Onde podemos encontrar a marca Herbes Folles à venda?

No site da marca, e nas nossas lojas parceiras. Uma grande novidade é termos sido convidadas para o corner digital do El Corte Inglés, onde os produtos já estão disponíveis para venda desde o início deste mês.

Quais os próximos passos? Que projetos tens?

Gostava muito de lançar dois produtos em breve (para os quais adoraria encontrar produção em Portugal), e agora que os encontros presenciais voltaram, começar a dar workshops. Na minha visão a longo prazo ainda se inclui a criação de um mini festival à volta das ervas selvagens, mas preciso de parceiros!

Mariana Santos, fundadora da Herbes Folles

A Mariana traz com as suas propostas criadas a partir de ervas daninhas soluções simples e maravilhosas para uma mulher que dá valor à sustentabilidade ambiental e social sem descurar a eficácia e sensorialidade . Os produtos que apresenta são felizes achados que têm lugar em todas as casas!

Fotografia: Inês Machado

Fotografia da Mariana Santos gentilmente cedida pela mesma

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