O meu tratamento de cabelo – parte 1

O meu tratamento de cabelo parte 1

Tal como já te falei aqui, comecei a ser seguida numa consulta de cabelo no período pós-parto, após o meu primeiro filho ter nascido. Isto já foi há quase 10 anos, e desde lá muita coisa mudou no meu cabelo. Nessa altura tive imensa queda de cabelo provocada pela alteração hormonal própria da gravidez, mas que deixou ainda mais visível a minha falta de cabelo. Algo que eu já notava desde o fim da adolescência.

O meu tratamento de cabelo parte 1

O início da solução

O Dr. Rui Oliveira Soares foi-me aconselhado pelo meu marido, que o tem como uma referência em cabelo em Portugal. Uma das doenças que o meu marido vê na sua consulta, sendo reumatologista, é o lúpus, que pode causar problemas diversos de pele e queda de cabelo. Para mim era importante ter uma boa referência, pois tal como já te falei aqui tinha sido 10 anos antes aconselhada por outro médico, que não resolveu o meu problema. Quando fui à consulta do Dr. Rui Oliveira Soares ia cheia de vergonha por falar no assunto cabelo, que para mim era tão delicado. Ainda por cima porque não ficava nada confortável com uma pessoa a mexer na minha cabeça (também te acontece?).

O meu tratamento de cabelo parte 1

Depois de ele analisar o meu cabelo muito bem e vermos com um aparelho próprio o couro cabeludo, e de ter o resultado das análises que ele me pediu para fazer entretanto, fui uma vez mais diagnosticada com alopécia androgenética. Nesse momento o Dr. Rui prescreveu-me o seguinte: finasterida 5 mg 1 x dia, minoxidil 1 x dia (produto para colocar no couro cabeludo e massajar), Ecophane em pó (suplemento alimentar) para tomar durante 4 meses, e os champôs Hexaphane para lavar todos os dias (uma vez que tenho raíz oleosa). E disse-me para voltar à consulta passados 4 meses. A finasterida é um medicamento para reduzir a DHT , uma substância, que por ação de uma enzima chamada 5 alfa redutase, “deriva” da testosterona. No caso de mulheres com alopécia androgenética, como eu e tal como muitas outras mulheres, temos de ter especial atenção a esta questão.

Ao fim de 4 meses

E depois de 4 meses? Eu estava felicíssima! Não imaginas a quantidade de cabelo novo que me nasceu! Realmente eu não queria acreditar que aquele meu problema, que durava há tantos anos, estava finalmente a ficar resolvido! O Dr. Rui Oliveira Soares disse-me então para manter o tratamento e ir à sua consulta passados alguns meses para fazermos a vigilância da situação. Entretanto já tive de alterar a medicação várias vezes, mas este foi o primeiro passo.

O meu tratamento de cabelo parte 1

Tomas ou já alguma vez tomaste uma medicação específica para um problema de cabelo?

Fotografia: Yellow Savages

Disclaimer: este tratamento foi-me prescrito após serem avaliadas as minhas características individuais pelo que não aconselho que faças um tratamento medicamentoso, nem o mesmo que estou a fazer, sem antes falares com um médico. Os medicamentos devem ser tomados sob vigilância médica. A auto-medicação pode ser nefasta para a tua saúde. Este post não é patrocinado.

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12 comentários

  1. Filipa Sousa diz:

    Boa tarde.
    Sou a Filipa e estava aqui nas minhas constantes pesquisas sobre queda de cabelo e encontrei o seu blog por acaso.
    Sempre tive cabelo fino, mas por volta dos meus 16 anos comecei a ter queda de cabelo mais agressiva, que não parecia normal. O couro cabeludo começou a estar mais visível. Na altura, com a idade que tinha, não dei muita importância. Mas os anos foram passando e hoje, com 27 anos, noto perda de densidade na zona superior da cabeça. Para ajudar à festa, sempre tive uma pele muito problemática. Passei grande parte da minha adolescência a fazer inúmeros tratamentos para controlar o acne severo. Perdi a conta da quantidade de produtos que usei e medicamentos que tomei. O problema só ficou mesmo controlado quando comecei a ser seguida (e bem) por uma Dermatologista. Sobre a situação da queda, tentei abordar algumas vezes o problema, com diferentes dermatologistas, mas senti sempre uma certa desvalorização do problema. Ao ler um dos seus postos em que fala por exemplo do uso da isotretinoína como uma causa da queda de cabelo, fez-se luz na minha cabeça! Fez parte do meu tratamento para o controlo do acne e, apesar de ter sido informada pela minha Dermatologista na altura sobre os inúmeros efeitos secundários que este medicamento causava, nunca me falaram sobre a possível queda de cabelo. Poderá ter sido a raiz do problema. Isto tudo para dizer que, apesar de ter acabado de descobrir o seu blog, faz um ótimo trabalho e serei certamente uma leitora assídua! Pelas boas referências, fiquei com imensa vontade de marcar uma consulta com o Dr. Rui Oliveira Soares, mas fica um pouco fora de mão para mim pois vivo no Algarve. Conhece algum Dermatologista especializado em doenças do cabelo por esta zona, que me possa recomendar?

    Obrigada!

    1. Joana Alvares diz:

      Olá Filipa! Obrigada pelas tuas questões. Entretanto já respondi através das redes sociais, mas deixo o meu feedback aqui até para outras pessoas poderem ler. Em relação ao que referes a isotretinoína até pode nem ter relação com as queixas que tens. O mais importante é teres a tua condição diagnosticada. Por exemplo na alopécia androgenética a testosterona tem um papel muito importante e o objetivo do tratamento é exatamente fazer diminuir os níveis circulantes. Mas podes e deves fazer uma consulta de cabelo. De facto a pessoa mais perto que te posso indicar é mesmo o Dr. Rui Oliveira Soares. Sei que é longe, mas tenho a certeza que irá fazer-te um diagnóstico e instituir-te um tratamento adequado. Qualquer outra questão que tenhas, diz-me pf. Um grande beijinho, Joana

  2. Isabel diz:

    Olá Joana,
    Escrevo sobretudo para agradecer o seu blog, percebo perfeitamente o que a fez mudar de vida eu trabalho em comunicação e cada vez mais acho que o stress permanente é muito prejudicial para a nossa saúde.
    Foi ao ler o seu blog, que me apareceu numa pesquisa sobre “queda de cabelo”, que decidi procurar o Dr.Rui Oliveira Soares, e de facto corresponde a todas as suas descrições sobretudo porque há 2 semanas consultei uma Dermatologista que claramente me “despachou” com monoxidil e a garantia de que não haveria mais nada a fazer é um dia poderia ficar “careca” isto sem fazer qualquer exame, o que me deixou em desespero.
    O diagnóstico do Dr. Rui foi a Alopecia androgenica (penso que numa fase inicial) mas confesso que fiquei tao assustada que não fiz perguntas que agora me estão a surgir…
    O tratamento que me prescreveu foi 6 meses de monoxidil 1x dia e depois voltar lá. Estou bastante assustada com o futuro mas as suas palavras fazem-me ter alguma esperança que este problema pode ser minimizado já que pelo que li cura não irá ter 🙁
    Desculpe ter-me alongado. Muito obrigada por falar abertamente no tema e assim ajudar outras mulheres que padecem do mesmo.
    Se houver algo que possa acrescentar da sua experiência fico muito grata.
    Muito obrigada e vou seguindo as novidades do blog.
    Sandra

    1. Joana Alvares diz:

      Olá Isabel, muito obrigada pelo teu testemunho. Esta doença é difícil e requer um acompanhamento muito próximo. Há várias abordagens terapêuticas mas deves fazer aquilo que o Dr. Rui te recomendou. Analisar no fim dos 6 meses, voltar à consulta, ver o que é necessário fazer mais nessa altura (poderás vir a necessitar de adicionar outros tratamentos). A minha experiência é que é uma doença que exige tratamento diário (mas eu faço-o há muitos anos, faz parte da minha rotina e não me incomoda nada) e sempre que sinto que é possível fazer mais volto à consulta e alteramos sempre alguma coisa. Cada vez sinto mais eficácia no tratamento, mas estou a fazer uma abordagem holística ao assunto, a seguir os conselhos médicos, a fazer a gestão de stress (muito importante nestas doenças) com a prática de exercício físico, uma alimentação muito variada e equilibrada (não esquecendo uma parte muito importante que é a ingestão de proteínas – sim! carne, peixe, ovos – e vitaminas – vegetais, frutas). Tens um artigo aqui no site sobre a relação entre alimentação e cabelo. Claro que cuidados cosméticos adaptados são super importantes, usares bons champôs (não tratam mas ajudam a dar um efeito cosmético mais satisfatório – também tens aqui no site um artigo só sobre champôs por tipo de cabelo) e em todas as lavagens aplicares condicionador. Não esquecer que a aplicação do champô é só nas raízes! Nunca nos comprimentos. Se tiveres mais alguma dúvida diz-me. Percebo que isto mexa muito contigo, é perfeitamente natural, mas… estou / estamos aqui exatamente para casos como o teu. Um grande beijinho, Joana

  3. Rita diz:

    Olá Joana,
    Notaste shedding no início do tratamento com o Minoxidil? Se sim, quanto tempo durou?
    Parabéns pelo site e obrigada!

    1. Joana Alvares diz:

      Olá Rita! Sim, é perfeitamente normal isso acontecer e depois estabiliza. Talvez uns 2 / 3 meses. Um beijinho grande! Joana

  4. Paula diz:

    Olá Joana
    Sofro do mesmo mal !!
    Comecei por consultar um dermatologista, que numa faze inicial me mandou fazer análises especificas e comecei logo a fazer minoxidil à noite e psodermil de manha e ao mesmo tempo tomo espirinolactona e champo folstin .
    O meu cabelo é oleoso e durante um tempo tinha mesmo de lavar todos os dias , devo salientar que notei uma diferença brutal !!
    Numa consulta seguinte foi me recomendado tomar umas vitaminas durante um mês.
    Durante quase um ano notei mais densidade menos oleosidade e mais cabelo !!
    Fui deixando alguns dos produtos , ficando só com o minoxidil e a espirinolactona , entretanto estava só com o minoxidil mas o cabelo já estava a começar a cair mais e a perder a densidade , fui logo ao dermatologista que tinha dito para estar alerta e tive de voltar ao tratamento inicial por mais algum tempo !!
    Devo dizer que pinto com tinta Naturtint que adoro e lavo com champô uriage keratoregulador uso tambem amaciador e creme antidade da Naturtint .
    Beijinhos

    1. Joana Alvares diz:

      Muito obrigada pela tua partilha Paula! Esta doença carece de acompanhamento permanente e há imensas opções terapêuticas. Como tal o médico poderá sempre fazer alterações mediante o estado atual do cabelo. Isso aconteceu comigo já inúmeras vezes e cada vez que altero alguma coisa noto diferenças. Neste momento o meu tratamento está incrível e sinto o cabelo como nunca (até estou a deixar crescer um pouco mais!). Um beijinho! Joana

  5. Ana Sofia diz:

    Olá Joana, tenho 21 anos e estou a perder cabelo. Dou por mim o dia todo a pensar sobre cabelo e a pesquisar em todos os sites sobre isto…
    Estou na faculdade e nem me consigo concentrar a estudar porque vou para o telemóvel e começo a pesquisar tudo sobre queda de cabelo. Tem mexido muito com a minha auto estima, e só quero agradecer pela existência deste blog.
    Gostava de lhe fazer uma pergunta, após quantos anos é que notou a densidade máxima de cabelo depois de tomar o minoxidil?

    1. Joana Alvares diz:

      Olá Ana Sofia! Eu notei LOGO imensa diferença com o tratamento medicamentoso ao fim de 4 meses. Na altura ainda não fazia minoxidil oral, fazia finasterida e minoxidil tópico, mas cada pessoa responde de forma diferente ao tratamento. Ao longo dos anos tenho vindo a adaptar a terapêutica sempre com o meu dermatologista e posso dizer que tenho a minha alopécia perfeitamente controlada. Não tenho uma “farta cabeleira” mas vivo feliz com a minha imagem e isso é uma grande conquista para quem tem alopécia. Um grande beijinho! Joana

  6. Carla Simas diz:

    Olá, tudo bem?
    Eu já à mais de 10 anos que tenho um problema, e por diversas vezes fui a vários dermatologistas sem sucesso. Acabei por perceber que talvez tenho Alopecia androgenetica. Finalmente fui, ainda esta semana, a uma nova dermatologista e ela receitou Minoxidill (que já tinha feito), finasterida e suplemento Cistitone (para experimentar e ver se tem resultados). Na altura deixei o Minoxidill porque tinha lido (lá está), que prejudicava quem queria ter filhos. Pela resposta da doutora o pior é o Finasterida, o meu receio é iniciar e depois no futuro ter sequelas. Consegue me dizer se antes de engravidar fazia esse tratamento? E deixou quando?

    1. Joana Alvares diz:

      Olá Carla, viva! Os médicos prescrevem os medicamentos em segurança e tendo em conta as características individuais e a história clínica de cada pessoa. Eu faço finasterida praticamente há 14 anos. Tive de interromper, sim, apenas para tentar engravidar (na altura eram 6 meses antes de tentar engravidar, mas agora penso ser apenas 1 mês dada a experiência de uso deste medicamento na mulher) e até ao momento em que o dermatologista disse que já podia retomar a seguir ao parto (numa altura específica). Um beijinho, Joana

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