Fiz 43 anos! 5 coisas que gostava de ter sabido aos 23

43 anos

Dia 29 de Novembro fiz 43 anos. Nunca ninguém me ouviu queixar-me sobre a minha idade. Eu adoro fazer anos, adoro ter mais um ano de vida e cada ano é uma verdadeira bênção para mim. Mais um ano com memórias dos meus filhos e da minha família, mais experiência, mais conquistas. Desvalorizar o menos bom, procurar melhorar o que precisa de ser melhorado e aceitar o que a vida tem para me dar é essencial para me sentir feliz. Ter 43 anos é verdadeiramente bom! Aos 43 sinto-me completamente diferente do que me sentia aos 23 e mesmo aos 33. Estas são as 5 coisas que eu gostava de ter sabido aos 23 anos.

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1. É impossível mudar o mundo mas é possível mudar a nossa atitude e visão em relação a ele

Quanto tinha 23 anos achava que podia mudar o mundo. Ficava revoltada com aquilo que ainda hoje me deixa desconfortável mas que já não me tira o sono: a inveja, a falta de valores, o egoísmo, a desonestidade, a mentira (e tantas outras coisas). Nada disso me inquieta hoje porque simplesmente segui com a minha vida pelos trilhos que decidi criar. Deixei para trás o que sentia que não valia a pena acompanhar e tenho ao meu lado pessoas em que confio.

2. É tão mais fácil perceber as pessoas

Aos 23 demorava a perceber a “pessoa” por trás da pessoa. Era difícil saber as motivações, os interesses e os “interesses”. Aos 43 é fácil. Os gestos, as palavras, as atitudes. Cada uma destas coisas espelha tão bem o que vai dentro de cada um. É muito bom ter essa visão, saber como é quem me rodeia e sentir-me confortável a observar e aproximar-me ou afastar-me. Simples.

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3. Os meus filhos vão mudar completamente as minhas prioridades (e ainda bem!)

Aos 23 não queria ter filhos. Queria ter uma carreira. Pensava em ter uma casa. Comprei uma com 24 anos. Queria ganhar mais dinheiro e em 2 anos dupliquei o meu ordenado. Mais tarde conheci o meu marido, tivemos 2 filhos. Eu continuava a tentar encaixar a vida da Joana “não mãe” porque não sabia o que era a vida “de mãe”. As prioridades efetivamente mudam e felizmente, mas nem sempre pelos melhores motivos (e o burnout pelo qual passei ensinou-me isso muito bem) percebi que era impossível tentar ser a Joana antes de ser mãe, depois de ser mãe. Uma mãe tem menos tempo para ela, tem menos disponibilidade, tem menos tempo para a casa, para descansar, para ter tudo “perfeitinho”, menos tempo para os amigos, porque quando nasce uma criança, nasce também uma mãe. E este é o maior privilégio da minha vida.

4. Ser perfeitinha é ridículo

É ridículo porque é impossível. Porque é uma prisão. Porque ninguém é perfeito. Porque é bom fazer um plano alimentar super bonitinho e estragar tudo uma noite com um bife e batatas fritas e um belo vinho tinto, só porque apetece e sem qualquer peso na consciência. Porque não precisas de maquilhagem e um cabelo todo arranjadinho porque precisas de demorar só 10 minutos a arranjar-te. Porque o que sentes é mais importante do que o que mostras. Não desesperas porque tens a sala desarrumada (casa com 4 pessoas e crianças… ou não desesperas ou estás sempre em stress) nem tens vergonha porque vais deixar as crianças à escola em roupa desportiva (se vais fazer exercício a seguir qual é a lógica?). Ser perfeitinha é ridículo (e mostrar isso nas redes sociais faz ainda menos sentido).

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5. É normal sentirmo-nos mal

E não ter de responder sempre “Está tudo bem”. Ou responder que sim a tudo e querer agradar a toda a gente mesmo quando me sinto menos bem. Porque muitas vezes as coisas não estão ótimas! E qual é o problema? Não é muito mais honesto dizer que não estou bem se não estou? Não é muito melhor declinar uma coisa porque não me sinto confortável em fazê-la? Não é perfeitamente normal uma pessoa sentir-se triste, desanimada ou mesmo deprimida? Ou ansiosa? É normal. Somos humanas. Não somos supermulheres. A sociedade exige demais.

43 anos

 

Sou tão mais feliz aos 43 que aos 23. Sei que tenho muitas seguidoras com 50’s e 60’s… só quero é aprender mais convosco!

 

Fotografia: Márcia Soares

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2 comentários

  1. Maria Isabel Loureiro diz:

    Gostei imenso deste texto: 5 coisas que mudava aos 23!
    Um beijinho grande

    1. Joana Alvares diz:

      Muito obrigada! Um beijinho grande, Joana

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